José Carlos Lopes – Comentarista TV Capital
A derrota para o Remo, no último domingo (23), no Estádio Mangueirão, não apenas tirou do Goiás o acesso à Série A, mas também consolidou, na visão de muitos, uma das temporadas mais decepcionantes da história recente do clube. Depois de liderar grande parte da Série B e sustentar uma vantagem confortável no G-4, o time esmeraldino decepcionou no segundo turno, acumulando atuações irregulares e uma queda de rendimento sem explicação clara. O revés no Mangueirão expôs, de forma definitiva, não só a fragilidade técnica de um elenco montado com investimentos altos, mas também os problemas internos de gestão que, segundo o jornalista José Carlos Lopes, foram decisivos para transformar 2025 em um ano marcado por frustrações.
“O Goiás venceu, mas não convenceu. Teve mais pontos do que capacidade técnica. Teve mais sorte do que juízo. São argumentos fáceis que temos aqui em Goiás. Não teve racha, não teve discussão de premiação, não teve treinador que perdeu a mão. O time foi incompetente. Simples assim.”
Ao analisar a montagem do elenco, o jornalista foi direto. Segundo ele, o Goiás Esporte Clube teve recursos suficientes para brigar na parte de cima da Série A do Brasileirão, mas gastou mal ao contratar jogadores reservas, encostados ou sem protagonismo nos clubes anteriores. Jogadores como Edson Carioca, Esli Garcia, Arthur Caíke, Luiz Felipe, Gonzalo Freitas, Tite e Benítez foram citados como exemplos de um elenco formado sem critério compatível com as metas ambiciosas traçadas no início da temporada.
Para o comentarista, porém, o problema fundamental está longe das quatro linhas. Em sua avaliação mais dura, José Carlos Lopes apontou que o modelo de governança adotado pelo Goiás é o principal responsável pelo caos institucional vivido em 2025. Segundo ele, a estrutura criada após a mudança do estatuto com múltiplos conselhos, funções sobrepostas e um Conselho de Administração sem clareza de comando tornou o clube ingovernável.
Ele classificou esse modelo como um verdadeiro “monstrengo”, afirmando que o estatuto criou um sistema que engessou decisões, diluiu responsabilidades e colocou o Goiás “num beco sem saída”. Para Lopes, a gestão atual sufoca o clube e impede qualquer planejamento de longo prazo. “É uma forma de governança que está matando o Goiás. Ou o Goiás sai disso, ou vai cair no abismo”, alertou.
Leia mais sobre: Campeonato Brasileiro da Série B / Esportes / Goiás Esporte Clube / Esportes / Goiás Esporte Clube