Guilherme Boulos cumpre agenda em Goiânia com foco na mobilização pelo fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho. Foto: Diego Campos/Secom-PR.
A mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela adoção da jornada 5×2 com redução da carga horária semanal será o centro das agendas do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, em Goiânia, nesta quarta (25) e quinta-feira (26). O debate, articulado pela presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás, deputada federal Adriana Accorsi, ocorre em meio ao início das discussões sobre o tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e à ofensiva da bancada petista para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
A programação prevê três compromissos públicos na capital. Nesta quarta-feira (25), às 19h, Boulos participa de plenária com movimentos sociais na Adufg, no Setor Leste Vila Nova. Na quinta-feira (26), às 9h, promove debate aberto sobre o fim da escala 6×1 na Praça do Bandeirante. Em seguida, às 11h, realiza a abertura oficial da Feira da Cidadania do programa Governo do Brasil na Rua, na Feira Morada do Sol, onde também haverá atendimentos à população ao longo do dia.
Segundo Adriana Accorsi, a mudança na jornada integra a agenda de valorização do trabalho defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve começar a ser debatida nesta semana na CCJ. A parlamentar afirma que há resistência de partidos de oposição e de setores empresariais à proposta:
Não aceitaremos manobras para manter as atuais 44 horas semanais e defendemos que o debate envolva toda a sociedade. Por isso, estamos chamando a atenção da população trabalhadora.
A proposta defendida pela bancada do PT prevê a substituição da escala 6×1 por 5×2 com redução imediata para 40 horas semanais, com perspectiva de chegar gradualmente a 36 horas. Para a deputada, a medida impacta diretamente a qualidade de vida e o fortalecimento das famílias.
“Descanso não é luxo, é direito. Especialmente para as mulheres que acabam trabalhando em jornadas de 7×0. Nosso ponto de partida é reduzir de 44 para 40 horas semanais, na escala 5×2, e, gradativamente, chegar às 36 horas”, afirmou.
O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), também sinalizou que o partido não aceitará alterações que mantenham a carga de 44 horas sob novo formato. Segundo ele, há articulações para promover mudanças consideradas “superficiais”, o que, na avaliação da bancada, descaracteriza a proposta.
A estratégia do partido é ampliar o diálogo com sindicatos, movimentos sociais e setores produtivos para consolidar maioria no Congresso Nacional e aprovar a mudança ainda neste semestre. A passagem do ministro por Goiânia faz parte desse movimento de mobilização social e política em torno da proposta.
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