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Ala de Gayer insiste em aliança com Caiado

COLUNA DO DOMINGOS KETELBEY

Uma ala ligada ao deputado federal Gustavo Gayer (PL) demonstra resistência com a tese de…

Gayer, deputado federal (foto: Divulgação)

Uma ala ligada ao deputado federal Gustavo Gayer (PL) demonstra resistência com a tese de candidatura própria encabeçada pelo senador Wilder Morais, presidente do partido em Goiás, ao Palácio das Esmeraldas. Setores da legenda reforçaram a coluna que o empresário, apesar de ter o respeito dos pares, está isolado junto ao projeto e defendem que uma composição ao Senado é a melhor a ser adotada na atual conjuntura. Wilder se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, neste sábado (14).

À coluna, Wilder reforça que a pré-candidatura é “irreversível” e que não há o que discutir em relação à composição com o grupo do governador Ronaldo Caiado, que recentemente trocou o União Brasil pelo PSD e já declarou que vai apoiar a pré-candidatura do atual vice-governador Daniel Vilela (MDB). “Está liquidado. A pré-candidatura vai até o fim”, pontuou. “Não o que falar de composição com o PMDB (sic). O PMDB sempre caminhou com o Lula”, destacou.

Setores do PL reforçam a coluna que a questão não é bem essa e reforçam que o senador Wilder Morais perdeu o “timing” com relação à pré-candidatura. “Quando todos queriam sua pré-candidatura, ele ficava dizendo que depois decidiria. O contexto mudou. A prioridade do partido é eleger senadores. A composição do Gayer com o Caiado é algo bom pra todo o mundo”, postula um interlocutor ligado ao deputado federal.

Também não está em jogo apenas o apoio a Daniel Vilela, do MDB. “De fato, ninguém tem simpatia por ele. O que está em jogo, além do senado, é o projeto presidencial no segundo turno”, avalia uma fonte da alta cúpula do partido.

“Bolsonaro não quer problemas com o Caiado. Ele respeita o governador e avalia que seu apoio é um ativo fundamental no segundo turno na campanha presidencial. Imagina estar um cenário de segundo turno dividido em Goiás”, postula a fonte.

“O Bolsonaro argumentou com o Wilder que não seria bom ele ser candidato porque isso desfavorece e coloca em risco a eleição de senadores por Goiás que é a prioridade absoluta. E o Bolsonaro não quer alimentar conflitos com potenciais apoiadores no segundo turno. Wilder, eu acho que você não tem que ser candidato”

“O Wilder então, insiste e apresenta uma série de argumentos. Então, o Bolsonaro até pontuou que o acordo com o Valdemar Costa Neto é que ele [Bolsonaro] decidira quem seria o candidato ao Senado e o Valdemar definiria”.

O assunto, pela candidatura ou não, deve ainda permear os próximos dias. Um novo racha escancarado dentro do PL deve ganhar novos contornos. “Vamos conversar para ver o que fazer. Respeitamos o senador Wilder Morais, mas vamos avaliar o que é o melhor para o partido. Hoje, acreditamos que o nome abençoado pelo governador Ronaldo Caiado, levará a eleição ao Senado. Nossa prioridade é o Senado”, pontuou uma liderança. 

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