Daniel Paulista – Técnico – Goiás (Foto – Rosiron Rodrigues)
O Goiás ficou no empate por 1 a 1 com o Crac de Catalão no Estádio Genervino da Fonseca, no jogo de ida das quartas de final do Campeonato Goiano 2026. A partida de volta acontece neste sábado (14/02), às 17 horas, no Estádio Hailé Pinheiro. Quem vencer avança às semifinais; em caso de novo empate, a vaga será definida nas cobranças de pênaltis.
Após a partida em Catalão, o técnico Daniel Paulista concedeu entrevista coletiva e abordou dois pontos centrais: o pênalti não marcado para o Goiás Esporte Clube em cima do atacante Jean Carlos e o curto intervalo de recuperação até o confronto de volta entre as equipes no Goianão.
Sobre o lance polêmico, ocorrido ainda no primeiro tempo quando o Goiás já vencia por 1 a 0, o treinador demonstrou inconformismo com a condução da arbitragem. “O árbitro tem o recurso do VAR e não vai ver. Fica esperando o VAR decidir, então parece que o VAR apita o jogo”, criticou. Daniel ressaltou que não questiona o direito de o árbitro manter a decisão de campo, mas defende que, diante da dúvida, deveria ter havido a revisão no monitor. “Acho que valeria a consulta. Vai lá, vê. Se achar que não foi pênalti, mantém. Está no direito dele. Mas, pelo que todo mundo viu nas imagens, foi pênalti.”
O treinador ainda ponderou que o empate do Goiás não pode ser atribuído exclusivamente ao episódio. “Isso não foi o responsável pelo empate. A responsabilidade é nossa. Mas é um lance decisivo que influencia dentro do jogo”, afirmou, destacando que, na sua visão, a penalidade poderia ter mudado o rumo da partida frente o Crac.
Outro tema que gerou questionamentos foi o calendário apertado. O Goiás volta a campo no sábado, apenas três dias após o primeiro confronto. Daniel lamentou a sequência e cobrou isonomia por parte da federação. “Se a gente quer um futebol melhor, acho que todo mundo tem que fazer uma reflexão, cada um na sua área”, declarou.
Ele foi além ao citar que o problema não atinge apenas o Goiás. “O Goiás vai ser prejudicado, o Crac vai ser prejudicado, o Atlético vai ser prejudicado, a Abecat vai ser prejudicada, porque vai jogar amanhã e domingo na mesma condição. E a gente não vê essa mesma parcialidade com outras equipes. A federação tem que olhar para todos de forma igual. A gente não quer favorecimento, quer um campeonato justo e igual para todos”, explicou.
A discussão em torno das datas dos confrontos entre Crac e Goiás, teve início logo após o fechamento da fase de classificação do Campeonato Goiano. O presidente do Conselho Deliberativo do Verdão, Paulo Rogério Pinheiro, já havia feito críticas públicas à definição das datas das partidas. Chegou a utilizar o Vila Nova como exemplo, destacando que o rival terá um dia a mais de preparação entre o jogo de ida e o de volta das quartas de final.
Após as manifestações, a Federação Goiana de Futebol se posicionou por meio do CEO André Luiz Pitta. Segundo o dirigente, o primeiro clube consultado sobre as datas foi justamente o Goiás, que teria optado pelas datas inicialmente programadas para os confrontos das quartas de final do Goianão 2026.
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