Pesquisa Quaest revela polarização emocional do eleitorado e aponta Lula à frente em simulações contra Flávio Bolsonaro. Fotos: Gustavo Minas e Agência Brasil/Arquivo.
A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (11), revela um país polarizado não apenas nas intenções de voto, mas também nas emoções. Quando questionados sobre o que mais os preocupa no cenário político, 44% dos entrevistados afirmaram temer a volta da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto, enquanto 41% disseram recear a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos. Ainda assim, o dado é simbólico: o eleitorado brasileiro segue dividido praticamente ao meio, inclusive no medo.
Lula lidera no segundo turno
Apesar do cenário de forte divisão emocional, Lula aparece à frente em todos os cenários de segundo turno testados pela Quaest. A menor vantagem registrada é contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como herdeiro de seu capital político.
No confronto direto entre Lula e alguém com o sobrenome Bolsonaro, a diferença diminuiu nos últimos meses. Em janeiro, o petista tinha sete pontos de vantagem. Agora, a distância é de cinco pontos: Lula soma 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro.
Em dois meses, a diferença entre os dois caiu dez pontos percentuais, indicando maior competitividade no cenário.
Aprovação em queda residual
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. O índice de desaprovação da gestão Lula permanece em 49%, mesmo percentual registrado em janeiro e dezembro de 2025. Já a aprovação apresentou nova oscilação negativa, passando de 47% em janeiro para 45% em fevereiro.
A série histórica da Quaest aponta uma queda gradual dentro da margem de erro. Em dezembro do ano passado, a aprovação era de 48%. Desde então, houve recuo contínuo, ainda que tecnicamente estável considerando a margem de dois pontos percentuais.
Outro dado que chama atenção é o crescimento do grupo que não soube ou não quis responder: 6% em fevereiro, ante 4% em janeiro e 3% em dezembro.
Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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